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Doença de Alzheimer pode ser prevenida?

As demências são causas importantes de incapacidades no envelhecimento. A doença de Alzheimer, principal causa de demência atualmente, tem apresentado aumento significativo de sua incidência, acompanhando o aumento da expectativa de vida da população. 

Muitos esforços têm sido empregados para encontrar meios de prevenir e tratar as demências e, ainda não há evidências de que uma medicação possa evitar ou curar esta tão desafiante doença.

Sabe-se, por outro lado, que sua origem é multifatorial e que, portanto, a estratégia para tentar evitar, postergar seu aparecimento e retardar sua evolução deve abordar diversos fatores.

Algumas medidas podem ajudar na prevenção da doença de Alzheimer:

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Alimentação:

  • A adoção de alimentação saudável é sempre benéfica, consumir maior variedade de vegetais, azeites, peixes e alimentos ricos em ômega-3, castanhas, como propõe a Dieta do Mediterrâneo, bem como evitar o consumo de alimentos industrializados e ricos em gorduras;
  • Existem suplementos indicados em situações específicas que podem também auxiliar na prevenção;
  • Consumo de álcool deve ser reduzido;
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Exercícios físicos:

  • Na prevenção de demências, especialmente os exercícios aeróbicos são estudados e sabidamente benéficos;
  • Muitas pessoas não cultivaram o hábito de se exercitar durante a vida, mas nunca é tarde para começar – respeitando as limitações individuais e com orientação profissional adequada, muitos ganhos podem ser alcançados;
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Controle de comorbidades:

Bom controle do diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade são essenciais para evitar lesões vasculares que podem piorar a memória.

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Cessação de tabagismo:

Abandonar o cigarro não é tarefa fácil, mas além de todos os benefícios já conhecidos em prevenção de doenças pulmonares, cardiovasculares e diversos tipos de cânceres, também é uma maneira eficaz e recomendada na prevenção das demências.

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Relações sociais:

Manter boas relações sociais, cultivar amizades e laços familiares são fundamentais para manter a saúde da memória.

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Educação e aprendizado:

Estímulo ao aprendizado regular nas escolas e universidades, bem como cursos informais são fatores protetores contra demência – aprender coisas novas e diversificar interesses é sempre importante.

Todas essas medidas são eficazes à medida que proporcionam a formação de uma reserva cognitiva, que além de enriquecer seu cotidiano e suas relações pessoais, comprovadamente são benéficas na prevenção de demências.

O geriatra pode auxiliar, incentivando essas práticas saudáveis além de orientar no uso de medicações específicas para demência, caso sejam indicadas. O acompanhamento regular em conjunto com a equipe multidisciplinar (psicólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, educador físico, dentista) é essencial para os melhores resultados.

Fontes:

  1. Kivipelto M, Solomon A, Ahtiluoto S, Ngandu T, Lehtisalo J, Antikainen R, Bäckman L, Hänninen T, Jula A, Laatikainen T, Lindström J, Mangialasche F, Nissinen A, Paajanen T, Pajala S, Peltonen M, Rauramaa R, Stigsdotter-Neely A, Strandberg T, Tuomilehto J, Soininen H. The Finnish Geriatric Intervention Study to Prevent Cognitive Impairment and Disability (FINGER): study design and progress. Alzheimers Dement. 2013 Nov;9(6):657-65. doi: 10.1016/j.jalz.2012.09.012. Epub 2013 Jan 17. 
  2. Manual de terapêutica não farmacológica em geriatria e gerontologia, Capítulo 24 – Memória Saudável – autores: Regina Miksian Magaldi e Lídia Kelsin Fung -> disponível no site: www.gerosaude.com.br/manual-de-terapeutica-nao-farmacologica-em-geriatria-e-gerontologia/
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